sábado, 7 de novembro de 2015

As alegrias da casa azul


 Numa rua muito movimentada existia uma casa com muros azuis. Nesta casa morava a avó, sua filha e duas netas. Todos que passavam pela rua, podiam visualizar um corredor onde desembocavam duas portas provenientes da sala de estar que sempre estavam abertas. Por elas era possível ver como as pessoas que ali residiam eram felizes. Muitos se perguntavam o que deixavam elas tão felizes e descobriram que a felicidade eram os cachorros que por ali passaram.
Foram três cachorrinhos: o Pitty, o Bobby e o Pingo, cada um a seu tempo e com sua própria história, fizeram a alegria da casa azul.
Pitty, um vira-lata branco com manchas pretas muito bem dispostas, era um cachorro muito sábio, olhava e parecia entender tudo o que seus donos falavam. Chegou muito pequeno e sua infância marcou a infância das crianças que com ele conviveram.
Muito esperto, aprendia tudo que era ensinado em muito pouco tempo. Aprendeu a latir quando falavam a palavra "parla". Em uma de suas aventuras, que foram muitas, um vizinho da outra rua veio até o portão reclamando que um cachorro estava no seu telhado e latindo muito.... era o Pitty. Com sua esperteza percebeu que ao subir por uma "rampa" (porta de geladeira) que estava apoiada ao pé de goiabeira, conseguiria ir até o telhado e de lá foi até o telhado do vizinho.
Depois de 5 anos, Bobby, um poodle cor champanhe, muito peludo e magrinho, chegou como presente de Natal. Aos poucos conquistou a amizade do Pitty com muitas lambidas em suas orelhas. Está amizade foi especial, um não se desgrudava do outro. Infelizmente essa amizade foi interrompida pela morte de Pitty. Bobby então se sentiu sozinho, ficando muito abatido e com depressão. Mas Bobby não ficou sozinho por muito tempo.
Em um belo dia de sol, apareceu no portão da casa azul, um cachorrinho também da raça poodle, que latia insistentemente. Com dó do pobre cachorrinho, a família da casa azul o adotou. Muitos nomes foram ditos na tentativa de descobrir o verdadeiro nome. Então, finalmente foi dito Pingo e ele aceitou no mesmo instante.
Os dias foram passando, Bobby e Pingo tinham uma amizade de amor e ciúmes. Brigavam bastante, mas eram felizes na presença um do outro. Um dia, inesperadamente, Pingo saiu correndo rapidamente pelo portão entreaberto, ganhando a rua e infelizmente o céu.
Bobby então viveu por muitos outros anos e com muito amor e sendo agora a alegria dos adolescentes da casa.
Ter animais de estimação é a maior alegria, o maior presente que alguém pode experimentar.
Sempre alegres te recebem, sem cobrar nada em trocar. 
Amor = Amor
Felicidade = Felicidade
Amor + Felicidade = Paz


Foto: Acervo Pessoal